Analógica 2023

Exposições  >>

No total, mais de 10 artistas estiveram representados/as nas várias exposições. Desde trabalhos realizados por finalistas de cursos de Fotografia até uma cativante exposição de fotografia-sem-câmara.

AMAR O QUE SE FAZ

Apresentada no Espaço ‘O Lagar’, na Chamusca, a exposição é o resultado do trabalho de pesquisa e prática fotográfica pelos alunos da Licenciatura em Fotografia, no Instituto Politécnico de Tomar.  

A exposição coletiva de fotografia traz à luz uma rica tapeçaria de temas profundos e instigantes. Através das lentes dos artistas, somos convidados a refletir sobre a passagem do tempo e a fragilidade das tradições ancestrais, como no caso das bordadeiras, cujo conhecimento ancestral se desvanece em face da modernidade impessoal. A ópera torna-se uma metáfora das complexidades humanas, onde a personagem enigmática de Mélisande é capturada em imagens que evocam a sua misteriosa dor. A exposição também revela um mergulho nas camadas ocultas da história, com um projeto que lança luz sobre a manipulação de informações no tabuleiro geopolítico. Por fim, a exposição convida-nos a explorar a natureza da realidade, revelando como a sobreposição de imagens pode criar narrativas visuais que transcendem a visão convencional, lembrando-nos que a vida é uma jornada de equilíbrios e a busca incessante por conhecimento é intrínseca à nossa humanidade.

PORQUE TU NÃO TENS NOME, EXISTES

porque tu não tens nome, existes são palavras do poema de Mario Cesariny “Há o Perigo de um Grito Lindíssimo”.

Essas palavras enquadram perfeitamente os trabalhos dos artistas Beatriz Banha, José Fadolla, Luís Fernandes, Miguel Marquês e Tiago Amorim. Esta exposição colectiva de fotografia convida-nos a reflectir sobre a natureza efémera da nossa própria identidade. Inspirada pelas palavras poéticas de Mário Cesariny, ela desafia a nossa concepção convencional de individualidade e confronta-nos com a questão fundamental da existência. As imagens apresentadas pelos artistas exploram colectivamente uma visão única, sugerindo que a nossa existência transcende as etiquetas que nos são atribuídas. Neste espaço, somos recordados de que a nossa existência é intrinsecamente valiosa e complexa.

Ontem a Lua Tapou o Sol

Ontem a Lua tapou o Sol apresenta um conjunto de obras de Paula Lourenço e Sofia Silva, associadas fundadoras da Tira-Olhos, Associação de Fotografia Experimental, onde se experimenta com modos de representação que de alguma forma rejeitam a noção de visor, suporte ou enquadramento. Recorrendo a diversas técnicas de impressão por contacto, ou mesmo descartando a ideia de matriz fotográfica, este conjunto de imagens resulta de uma experiência continuada com a paisagem e as suas muitas relações de afecto com a fotografia.

Filme  >>

A vida e obra de um dos mais influentes fotógrafos do século XX. Robert Frank revolucionou a fotografia e o cinema independente, fosse a retratar banqueiros, estrelas de rock ou mineiros. O documentário de Laura Israel mostra-nos um artista em ação, testemunha de uma era e sempre um anarquista, seja qual for a situação que a vida lhe apresente.

Outras actividades  >>

A Chamusca, coração do Ribatejo, terá para oferecer a todos a oportunidade de visitar o coração da Fotografia: Camera Obscura. Também a Sagrada Película e 1/4escuro associaram-se ao Analógica com iniciativas que irão permitir  a todos desfrutar fotograficamente da castiça Vila.