Criação Autoral, com Sofia Silva

SOFIA SILVA (1982, Coimbra, Portugal) é licenciada em fotografia pelo Instituto Politécnico de Tomar (2008), mestre em Belas-Artes pela Glasgow School of Art (2011) e doutorada em Ciências da Arte pela FBAUL (2018). Entre 2011 e 2023 foi docente no ensino superior, tendo leccionado várias disciplinas teóricas, técnicas e laboratoriais sobre Fotografia e Imagem Visual. É fundadora e editora da plataforma digital Nihilsentimentalgia, espaço onde desde 2008 se dedica a pensar sobre cultura visual. Tem diversos ensaios teóricos publicadas em livros e catálogos. É co-fundadora da TIRA-OLHOS – Associação de Fotografia Experimental (2019), onde tem desenvolvido vários projectos e orientado inúmeras oficinas e cursos experimentais. Em 2021, assumiu a Direcção Artística do LESMA – Festival de Fotografia Lenta. Em 2022 criou o programa de residências criativas CELEUMA, que até hoje realizou duas edições e recebeu 13 artistas. Tem algumas obras em colecções públicas e privadas, tendo deixado de expôr individualmente e num circuito convencional em 2011. Em conjunto com Paula Lourenço, associada da Tira-Olhos, tem vindo a expôr a sua obra, destacando-se a exposição Do Princípio do Mundo (Seixal, 2023) e Ontem a Lua Tapou o Sol (Chamusca, 2023).


10 a 14 de Julho

Durante 5 dias, es participantes serão convidades a habitar o Edifício de São Francisco, na Chamusca, para desenvolver trabalho autoral, com apoio e orientação da autora Sofia Silva.

O Edifício de São Francisco é um espaço amplo, dispondo de sala de trabalho, espaços de convívio, vários quartos, uma cozinha grande e casas-de-banho. Durante o período da residência, es participantes ocuparão a sala de trabalho disponível, equipada com mesas e painéis de trabalho, bem como impressora e consumíveis de que se poderão servir para materializar o trabalho-em-curso


Durante o período alocado, es participantes poderão contar com o apoio da tutora convidada. O trabalho produzido durante esta residência poderá ser mostrado durante o Festival Analógica, em Outubro, em formato adaptado aos espaços disponíveis.

O trabalho desenvolvido durante esta residência pode incidir sobre várias etapas de desenvolvimento de projecto, não tendo necessariamente de se iniciar o mesmo com uma fase de captura de imagens (pode incluir ou incidir sobre fase de pesquisa, imagens de arquivo, processos de fotografia terapêutica, etc.). Caberá a cada participante escolher o que fazer. Haverá condições para revelar e digitalizar película, caso es participantes escolham trabalhar em formato analógico.

Com um número máximo de 10 participantes, é de esperar que, durante o período da residência, o convívio e o trabalho decorram de forma tranquila e num ambiente empático e familiar.

O valor de inscrição contempla a estadia durante o período de residência, bem como acesso indiscriminado a consumíveis de impressão, mas não contempla transportes e alimentação. Es participantes poderão organizar-se no sentido de utilizar a cozinha da casa. Será disponibilizada informação em relação aos espaços de restauração, bem como a outros serviços que poderão utilizar.


Es participantes deverão levar o seu material de trabalho, equipamento fotográfico, bem como informático (computadores para edição de imagem, etc.).

O alojamento no Edifício será feito em quartos partilhados, pelo que à chegada es participantes deverão organizar-se nesse sentido. Não precisarão de levar roupa de cama, apenas os utensílios de higiene pessoal (toalhões, sabão, etc.).

Qualquer pessoa interessada no conteúdo desta residência pode participar, desde que reúna as seguintes condições:

  • Ser maior de 18 anos de idade;
  • Levar o equipamento com e/ou sobre o qual trabalhar (câmara e/ou imagens, diários gráficos, computador, etc.).
  • Ter disponibilidade para conviver e trabalhar em equipa.

O valor de participação por pessoa é de 325€.

Para se inscrever, deverá preencher e submeter o formulário, momento após o qual será contactado pela equipa do Analógica para poder confirmar e reservar a sua vaga.