Sobre

A génese do Festival
O primeiro salário a sério da Isabel, em 1991, foi direitinho para uma câmara fotográfica profissional. Assim começou o caminho para concretizar um sonho. Nessa compra já contou com a ajuda do Pedro, que tinha acabado de concluir a sua formação em Fotografia. E os dois começaram a gastar metros e metros de película.
Durante algum tempo, ser fotógrafo profissional parecia um daqueles sonhos que julgamos inalcançáveis. Afinal, não era. Hoje, Isabel e Pedro trabalham juntos há mais de três décadas. Completam-se na vida e na fotografia. Passam os dias lado a lado e ainda não se cansaram: nem da fotografia, nem um do outro. Pelo contrário.
O Pedro construiu o seu percurso de formação à sua medida, escolhendo aqueles com quem queria aprender. Trouxe a Portugal fotógrafos como Steve McCurry, David Alan Harvey e Arthur Meyerson, entre outros, permitindo que muitos outros beneficiassem desse contacto. Viajou também por vários países para continuar a aprender, da Irlanda aos Estados Unidos, passando por Moçambique e pelo México.
A Isabel optou por regressar ao mundo académico, licenciando-se em Fotografia. Desde então, tem desenvolvido projetos pessoais em fotografia e vídeo, tanto de forma independente como em residências artísticas. Ao longo dos anos, ambos conceberam, organizaram e participaram em exposições, workshops e outros projetos dedicados à fotografia.
Depois de viverem vários anos em Inglaterra, regressaram a Portugal. Com pouca vontade de voltar ao contexto urbano, escolheram a Chamusca para viver. Pouco tempo depois, a pandemia interrompeu abruptamente a atividade profissional de ambos. Aproveitaram essa pausa para revisitar, organizar e digitalizar os seus arquivos analógicos pessoais. Foi desse processo que nasceu a ideia de criar o Analógica – Festival de Fotografia.
Rapidamente perceberam que a Chamusca reunia condições únicas para acolher um festival desta natureza: a tranquilidade da vila, a sua localização central no território continental, o património existente e a disponibilidade do Município para abraçar o projeto.
Com determinação — e uma boa dose de “carolice”, como gostam de dizer — deram início ao festival. O apoio da Câmara Municipal da Chamusca, desde o primeiro momento, foi determinante para transformar a ideia em realidade.
A primeira edição realizou-se em 2021. Desde então, o Analógica tem vindo a afirmar-se como um espaço de encontro para autores, investigadores, estudantes, profissionais e todos os que partilham o interesse pela fotografia analógica e pelos processos fotográficos históricos.

Organização
O Analógica – Festival de Fotografia é um projeto da Associação 1839.
A direção artística, programação, curadoria, produção e comunicação do festival são asseguradas por:
Isabel Dantas dos Reis
Pedro Dantas dos Reis
Colaboração na produção
Sofia Silva
Alexandre Magalhães
Identidade Visual e Website
Dantas Creative
Parceiro Institucional
Município da Chamusca
Em cada edição, o festival conta ainda com a colaboração de artistas, investigadores, formadores, voluntários e parceiros que contribuem para tornar o Analógica possível.
