Analógica 2023

No total, mais de 10 artistas estão representados nas várias exposições. Desde trabalhos realizados por finalistas de cursos de Fotografia até uma cativante exposição de fotografia sem câmara.

23 SET a 28 OUT 2023
Espaço O Lagar

Apresentada no Espaço “O Lagar”, na Chamusca, a exposição é o resultado do trabalho de pesquisa e prática fotográfica desenvolvido pelos alunos da Licenciatura em Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar.

A exposição coletiva de fotografia traz à luz uma rica tapeçaria de temas profundos e instigantes. Através das lentes dos artistas, somos convidados a refletir sobre a passagem do tempo e a fragilidade das tradições ancestrais, como no caso das bordadeiras, cujo conhecimento ancestral se desvanece em face da modernidade impessoal.

A ópera torna-se uma metáfora das complexidades humanas, onde a personagem enigmática de Mélisande é capturada em imagens que evocam a sua misteriosa dor.

A exposição revela também um mergulho nas camadas ocultas da História, com um projeto que lança luz sobre a manipulação de informações no tabuleiro geopolítico.

Por fim, convida-nos a explorar a natureza da realidade, revelando como a sobreposição de imagens pode criar narrativas visuais que transcendem a visão convencional, lembrando-nos que a vida é uma jornada de equilíbrios e que a busca incessante pelo conhecimento é intrínseca à nossa humanidade.

23 SET a 12 OUT 2023
Biblioteca Municipal

porque tu não tens nome, existes são palavras do poema “Há o Perigo de um Grito Lindíssimo”, de Mário Cesariny.

Essas palavras enquadram perfeitamente os trabalhos dos artistas Beatriz Banha, José Fadolla, Luís Fernandes, Miguel Marquês e Tiago Amorim.

Esta exposição coletiva de fotografia convida-nos a refletir sobre a natureza efémera da nossa própria identidade. Inspirada pelas palavras poéticas de Mário Cesariny, desafia a nossa conceção convencional de individualidade e confronta-nos com a questão fundamental da existência.

As imagens apresentadas pelos artistas exploram coletivamente uma visão única, sugerindo que a nossa existência transcende as etiquetas que nos são atribuídas. Neste espaço, somos recordados de que a nossa existência é intrinsecamente valiosa e complexa.

23 SET a 28 OUT 2023
Galeria Municipal

Ontem a Lua Tapou o Sol apresenta um conjunto de obras de Paula Lourenço e Sofia Silva, associadas fundadoras da Tira-Olhos – Associação de Fotografia Experimental, onde se experimenta com modos de representação que, de alguma forma, rejeitam a noção de visor, suporte ou enquadramento.

Recorrendo a diversas técnicas de impressão por contacto, ou mesmo descartando a ideia de matriz fotográfica, este conjunto de imagens resulta de uma experiência continuada com a paisagem e as suas muitas relações de afeto com a fotografia.


A vida e a obra de um dos mais influentes fotógrafos do século XX.

Robert Frank revoluciona a fotografia e o cinema independente, seja a retratar banqueiros, estrelas de rock ou mineiros.

O documentário de Laura Israel mostra-nos um artista em ação, testemunha de uma era e sempre um anarquista, seja qual for a situação que a vida lhe apresenta.


Ao longo do festival é possível visitar a Camera Obscura, instalada no Jardim do Coreto, e descobrir um dos princípios fundamentais da fotografia. Através desta experiência, os visitantes observam o funcionamento deste dispositivo ótico que está na origem da imagem fotográfica.

Por 1/4escuro

O coletivo 1/4escuro convida todos os interessados a percorrer fotograficamente a vila da Chamusca. O passeio constitui um momento de descoberta do território e de partilha em torno da fotografia analógica.

Ao longo do festival realizam-se visitas às exposições Amar o Que Se Faz, Ontem a Lua Tapou o Sol e Porque Tu Não Tens Nome, Existes, proporcionando aos visitantes uma oportunidade para conhecer de perto os projetos apresentados nesta edição.

Isabel Dantas dos Reis

O festival acolhe o lançamento da publicação Água a Ferver, de Isabel Dantas dos Reis, integrada na programação da edição de 2023.

O encerramento do festival decorre no Grupo Dramático da Chamusca, num momento de convívio que assinala o final de mais uma edição do Analógica.


Luís Pavão

Luís Pavão orienta uma oficina dedicada à intervenção manual sobre fotografias a preto e branco, recuperando uma prática historicamente utilizada para acrescentar cor e expressão às imagens fotográficas.

Alexandre Magalhães

Ao longo do festival decorrem demonstrações de laboratório fotográfico analógico, permitindo acompanhar os processos de revelação e impressão em película.


O Mercado Fotográfico reúne equipamento, materiais e publicações dedicados à fotografia analógica, constituindo um espaço de encontro entre fotógrafos, colecionadores e todos os interessados nos processos fotográficos tradicionais.